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03 Nov 2010 
 Bem, e entender o motivo de se desejar morrer todo dia,é  fácil? Não sei não...é estranho.Sabe quando se acorda sufocando no próprio fôlego, ou engasgando no próprio leito? Não,é difícil. A cada hora que passa um pequeno trem oprime o coração dela.O trem vai assastando e arrasando tudo aquilo ali.Ele vem, apita em certas horas, e carrega aquela alma de falta de vontade de viver.E vai entender,nem ela sabe expicar porque mesmo aquela vontade a ronda desde sempre.E nem é fome,nem falta de família...é só,vontade de morrer,pura e simplesmente.Só isso.Nada de mais ,oras.
 Remédios? Já tentou.Pulsos? Trezentas vezes cortados...coisa cu.Odiante viver agoniada...odiante não conseguir dar cabo de sua vida.SUA DETESTÁVEL vida...Mas quanto egoísmo,quanta falta de ocupação,tanta gente querendo viver..E DAÍ? A dor é dela...só dela...
Florence · 45 vistos · 0 comentários
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03 Nov 2010 
 Pequenas confusões internas levam às vezes a derramamento de lágrimas extremos.Eis o caso de Heleonora.Tantos conflitos internos,tanta falta de lugar para onde fugir...complicado encarar sem muita armadura a porra do mundo.
 Sabe o que eu acho engraçado?Que ninguém quer entender porque tu te sentes só...ou porque raios tu não consegues engolir o café da manhã. Sabe,rejeição é um cu,e eu me sinto rejeitada....bem rejeitada por sinal.Tão lindo você dar conselhozinhos sobre 'como é fácil viver sem alguém',ou 'como a gente tem que se reeducar'...QUE SE FODAM.DÓI PRA CARALHO mastigar certas coisas e não ter em quem despejar,e não tô falando de falta de carinho,é de minhas angústias  bestas mesmo,e não é despejar no sentido grosseiro,mas com quem conversar...só isso...
 A cada dia que passa percebo que só um bom copo de cachaça pra fazer companhia ,porque a maioria dos que se dizem meus amigos são todos semideuses ridículos com belos discursos fraternais e o cão de teta ¬¬'...Ela não parava de falar,e a outra só escutando.Coisa louca isso de simpatia.Coisa louca isso de dessabor.Coisa mais louca ainda que elas tinham se conhecido ha menos de 5 horas e Heleonora já tinha contado tudo,mas é TUDO mesmo pra Sara...tudo.E Sara começou a se perguntar por que razão aquele ser ali,lindo, sagaz, tinha tanta dor em seus olhinhos azuis...Não sabia responder,mas começa a criar uma teoria : queria ,e tentaria fazer parte daquele mundo,daquela dor, e tentaria também transformá-lo em algodão doce ,caramelo e jujubas...sabe -se lá...alguma roupa leve pra caminhar na praia...alguma conversa fiada tomando café...alguém com quem contar...
Florence · 33 vistos · 0 comentários
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07 Set 2010 
É,eu ODEIO,andar de ônibus.Odeio aquele cheiro grudento de suor de pessoas voltando de seus trabalhos, e as suas caras fatigadas.Odeio passar através da pequena multidão aglomerada num corredor 'da morte', e ter que pedir licença para gente estúpida .E,sei que isto aqui está soando como algo dito por alguma pessoa burguesamente esnobe,mas a verdade é que eu detesto aglomerados e a massa em geral.Não as pessoas,mas o montante, o grupo.
Escuto uma música decente com o fone que me restou inteiro,olho através da janela,carregando ainda mais minha vida de clichês evariáveis invariáveis, e clamando aos céus para que aquilo mude,ou pelo menos melhore...
Dias atrás achei um bilhetinho num bolso de uma mocila que não usava há muito tempo :"posso não ter dinheiro,mas tu me tens e tens a minha amizade".Bonito,mas sem assinatura.De quem seria?Eu lembrei alguns minutos depois.Aquilo me fez chorar quietinha enquanto cozinhava algo pra comer.Aquilo me lembrou o dia em que saí de casa para não mais voltar.O dia em que algumas portas foram escancaradas e muita coisa saiu correndo delas.O dia em que quando olhei pra cima,vi um céu escuro,assim,meio sem estrelas,conferi meu parco dinheiro,e senti o abraço de minha melhor amiga me falando que tudo se arrumaria com o tempo.O tempo...
O que é o tempo quando se tem pressa?Um entrave?Uma armadilha?Uma dor invisível e talvez não tão fustigante? O tempo...O tempo me fez adulta,me fez meio madura,meio sonhadora,me fez ser o que fui e o que sou,e não deixará que mude em meu esqueleto a essência arredia e a mania insana de esquadrinhar rostos a procura de afeto,sorrisos,muito menos meu olhar esquerdo,vago,irritado.
Naquela noite, não haveria mais volta,nem sapos engolidos, nem dores acumuladas .A vida tomou seu rumo, tomei vergonha e vi que o melhor era partir.Eu tinha 21 anos,alguns sonhos,todos os medos, várias aflições. Minha mãe sempre amou mais a minha irmã que a mim, mas nunca foi problema,só uma condição,e um efeito deminhas 'esquisitices' precoces, e da face rosada e afetada que ela sempre teve. Minha mãe me odiou, e me deu como herança o vento.Hoje a gente já se fala,embora ela sempre diga que minha vida é um horror,e que meu carro ,emprego,e apartamento não são bons o suficiente .Ok,que seja.
Mas sim...morar só...sair de casa...ver quem é de fato amigo,quem te acolhe na dor,quem nao te cobra na hora amarga,quem te ajuda com um abraço quentinho. Minha parada chegou e perdi a vontade de pensar nisso que já passou.Anita me espera com sua cara limpa de estresses e é isso que o mundo me reservou : alegria tranquila,apesar das pragas rogadas .

Florence · 61 vistos · 0 comentários
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01 Ago 2010 
       Se eu não estivesse só,com um copo de cerveja quente,uma cara de tédio,meus óculos aninhados na mesa,e muito calor,ela talvez não me notasse.Pelo menos,foi isso que Ludmila me contou depois.''Não teria te notado,não fosse tua tamanha preguiça embolorada e tua cara encaraptada na mesa do canto''.
       Lud é uma vadia.Mas vadia mesmo.Dessas que sentam em todas as mesas,bebem de todos os copos,ri de todas as coisas,fuma de todos os cigarros,mas,por alguma razão,faz restrição ao sexo.SÓ TREPA COM QUEM A IGNORA.E,eu fui a escolhida.Logo eu,Cecília,que nem em sexo pensava naquela hora,e estava amargando um término de relacionamento.Logo eu,Cecília que nem tinha visto aquele par de peitos andando por ali...mas,tudo bem.Vamos ao que interessa: os fatos.
      Pois bem.Estava lá,quieta,elucubrando ,tentando lembrar onde porras minha amiga de quarto poderia ter esquecido a chave do meu carro,descansando do almoço,e,claro,entediada.Quando sinto alguém chegando,pegando meu copo,bebendo,xingando a quentura'diabo de caldo é esse?',acendendo um  cigarro e se sentando.Mal tive tempo de dizer que o lugar estava ocupado [por Chico Xavier...só pode].
    -Vem sempre aqui?
    -Frase clichê?
    -Idiota.[tragada]
    -Não,não.Primeira vez.[assustada]
    -Sei...[e me olha com cara de fome...eu com medo]
    -Por que o interesse?
    -Fui com tua cara.[curta e gostosa grossa]
    -Ahn...[medo intenso]
    -Me paga uma cerveja?
    -Não.[mais mal educada...impossível]
    Quem pensou que ela iria insistir,se enganou.A maldita levantou,e foi embora[levando discretamente meu óculos com ela...vaca¬¬].Tudo bem.Fui logo pagar a conta,não sem antes passar na mesa onde ela já bebia,e pegar meus óculos de volta u.u. Fui-me.  [continua]
    

Florence · 107 vistos · 1 comentário
28 Jul 2010 
  No dia em que me dei conta de que não tinha com quem contar ,foi como acordar em uma casa estranha,com pessoas estranhas,me dizendo coisas estranhas.Não confio mais.Não gosto mais.'Vivo' e penso: seremos então falsos uns com os outros,né?Tudo bem...
  Quando eu te confiar um segredo,não quebre esse sigilo,não pra pessoa de quem eu justamente queria ocultá-lo.Quando eu te disser: isso me magoa, experimente não rir de mim,aqui há sentimentos embora não pareça.Experimente também me deixar quieta,no meu canto,já que eu não sou mais alguém de tua estima,pelo menos, afaste essa tua mão de mim.
   Não.Não vejo mais as coisas tranquilamente,peguei nojo da vida.Das pessoas e suas irritações.Delas e de suas brigas sem sentido.Eu quero saber onde proibiram alguém de ter liberdades de pensar,de agir ,de querer,de ser diferente...
     Estou só.Muito só.Como nunca estive antes.De um jeito que talvez nunca volte a ser aquilo que já fui um dia...desculpa,mas eu não consigo mais confiar...

Florence · 61 vistos · 1 comentário
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