25 Out 2009 - 18:57:09
Sem título (criado em 19/09/07)
O frio da solidão é o mais pertubador de tudo,ela pensou enquanto olhava a Lua,sempre enigmática,no breve instante em que ficou sentada no terraço escuro.Imagens de sua vida não passaram pela sua mente num daqueles tão conhecidos clichês.A única coisa que lhe assombrava como um pulso frenético foi a verdadeira noção de vazio que sentia.
Sua alma tinha ranhuras e estas sangravam,e a maior algoz dessa história,fora ela mesma. O porquê disso?Bah! Não tinha ideia de provavelmente nunca teria.Não sentia alívio,pelo simples fato de não ter sido um descarrego,tampouco arrependimento...Aliás,sentia sim: uma sensação de culpa e impotência que crescia e crescia e crescia,motivados por um fermento estranho chamado consciência. E o que era consciência no final da estrada?Um punhado de prós e contras que insistem em te acompanhar e volta e meia te tiram o sono.Sim,consciência. Achara a ré desse julgamento insólito.Foi pela fraqueza dests que seu medo do pergio deu lugar a vontade de correr riscos mesmo sabendo que a maioria deles se transformaria no veneno ingrato que circulava pelo seu corpo neste momento.
"Tudo é relativo",Einstein falou,e sua mãe repetia sempre. E agora ela experimentava essa teoria da maneira mais funesta.Os segundos que antes se atropelavam numa correria frenética,agora podiam ser vistos,ouvidos e até mesmo tocados durante aquela expectativa da hora da morte. Não tinha volta.E se tivesse tentado mais uma vez? e se provasse que seria diferente?Não havia mais tempo.Que tivesse antes visualizado o fruto pálido e gortesco que nasceria dos seus impulsos infantis e da sua falta de amor próprio.
Voltou-se para o seu cachorro.Que fariam com ele? Aqueles olhos pretos cravados nela a prescrutá-la com um certo pavor lhe dava a dimensão do medo que farejava no ar.Algo ali não ia bem,e ele como um cão,com seus sentidos mais do que vibrantes,percebia que era o adeus daquela que entendia por dona.Deitou-se ao seu lado,e ambos permaneceram assim,sós,calados,impertubáveis,formando um quadro de uma melancolia exaustiva. A mão morna que acariciava os pêlos macios do bicho.aos poucos foi tornando-se rígida e fria.Um pequeno espasmo percorreu seu corpo e aquela luz que flamejava em seus olhos,deu lugar ao vazio que havia lhe incomodado há pouco e que tanto temeu.
Sua alma tinha ranhuras e estas sangravam,e a maior algoz dessa história,fora ela mesma. O porquê disso?Bah! Não tinha ideia de provavelmente nunca teria.Não sentia alívio,pelo simples fato de não ter sido um descarrego,tampouco arrependimento...Aliás,sentia sim: uma sensação de culpa e impotência que crescia e crescia e crescia,motivados por um fermento estranho chamado consciência. E o que era consciência no final da estrada?Um punhado de prós e contras que insistem em te acompanhar e volta e meia te tiram o sono.Sim,consciência. Achara a ré desse julgamento insólito.Foi pela fraqueza dests que seu medo do pergio deu lugar a vontade de correr riscos mesmo sabendo que a maioria deles se transformaria no veneno ingrato que circulava pelo seu corpo neste momento.
"Tudo é relativo",Einstein falou,e sua mãe repetia sempre. E agora ela experimentava essa teoria da maneira mais funesta.Os segundos que antes se atropelavam numa correria frenética,agora podiam ser vistos,ouvidos e até mesmo tocados durante aquela expectativa da hora da morte. Não tinha volta.E se tivesse tentado mais uma vez? e se provasse que seria diferente?Não havia mais tempo.Que tivesse antes visualizado o fruto pálido e gortesco que nasceria dos seus impulsos infantis e da sua falta de amor próprio.
Voltou-se para o seu cachorro.Que fariam com ele? Aqueles olhos pretos cravados nela a prescrutá-la com um certo pavor lhe dava a dimensão do medo que farejava no ar.Algo ali não ia bem,e ele como um cão,com seus sentidos mais do que vibrantes,percebia que era o adeus daquela que entendia por dona.Deitou-se ao seu lado,e ambos permaneceram assim,sós,calados,impertubáveis,formando um quadro de uma melancolia exaustiva. A mão morna que acariciava os pêlos macios do bicho.aos poucos foi tornando-se rígida e fria.Um pequeno espasmo percorreu seu corpo e aquela luz que flamejava em seus olhos,deu lugar ao vazio que havia lhe incomodado há pouco e que tanto temeu.

Sindicação





08/03/2010 @ 00:32:57
por khello
N consegui ler tudo T-T
22/02/2010 @ 00:43:37
por Miau
Grande Loucooo,pode crer!Fuga noturnaaa ,regada a ...
30/01/2010 @ 09:58:27
por Berê o/
Florence, foi uma noite inimaginável! Alegrias, ...
29/01/2010 @ 21:27:03
por o outro louco
É bom quando as coisas fluem, ...
28/01/2010 @ 17:57:22
por Fred
Pode ser incompatível mas é a ...
11/01/2010 @ 17:33:23
por Khello
O que dizer?? Paciencia é uma ...
04/11/2009 @ 13:06:00
por Khello
É eu sempree soube a vidaa ...
03/11/2009 @ 23:44:50
por [...]
Gostei muito do texto. Este é ...
23/10/2009 @ 20:41:50
por Juliana
ócio ou esperança do ócio? Falta ...
23/10/2009 @ 12:08:58
por Khello
vinho dá uma quentura...sobe aquele calor......UI!! ...
23/10/2009 @ 12:07:20
por khello
.desse jeitinho mesmo 'mesmo certos vão pedir ...
17/10/2009 @ 00:06:27
por G l a u.
Tenho absoluta certeza.
16/10/2009 @ 23:02:52
por Mona